quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Verdade sobre Maria de Nazaré

A verdade sobre a Mãe de Jesus

Filha de Judeus, aos 17 anos dá a luz ao Filho de Deus virgem?
Por Jéferson Roz

Aos quatros cantos do mundo, povos de diferentes religiões, veneram a Virgem Maria, Mãe de Jesus ou Mãe de Deus. No oriente médio, onde nasceu por volta do ano 20 ªc, ela representa a grande Mãe no sentido do amor puro. Segundo filósofo hindu, Osho, quando cita virgem, não quis dizer de forma fisiológica (física), mas sim no sentimento puro, ausência dos pensamentos sexuais (espiríto).
O fato de ter sido escolhida a conceber o filho de Deus, mais conhecido como Jesus, segundo o evangelho de Marcos. Milhões de fieis acreditam nas manifestações da Santa Virgem em diversos países em conflitos, em guerras e regiões carentes.
Mais quem foi Maria? Teria ela dado a luz ao Messias aos 17 anos, sem mesmo ter conhecido um homem?
Segundo os textos apócrifos de Tiago, descobertos por líderes gnósticos, não autorizado pela Igreja católica, informam que Tiago foi irmão uterino de Jesus, morto 30 anos após a crucificação. Os textos apontam sobre a família de Maria até o nascimento do filho primogênito. Conhecido como Proto-Evangelho de Tiago, alega que Maria era de família rica e foi concebida pelas preces de sua mãe que era estéril.
Seu pai um homem idoso, dono de gado, 20 anos casado e sem filhos. Ana, a mãe, esposa de Joaquim tinha idade avançada. Na ausência do esposo ao retirar-se para deserto jejuar e fazer penitência. Ela suplicou em prece a Deus que abençoasse seu ventre. Certo dia, um anjo apareceu e disse a Ana que suas preces foram atendidas e logo engravida.
Nasceu em Jerusalém, segundo a Igreja católica, no dia 08 setembro de 20a.c, uma menina e recebeu o nome de Miriam, em hebraico significa Senhora da Luz, traduzida em latim Maria. Mudou-se para Nazaré, conhece José, amigo de seu pai, um homem de mais de 80 anos (segundo escrituras da Igreja Católica) que no início relutou, pois Maria tinha 16 anos.
Sua passagem na história é tema de discussões entre diversas religiões. Algo a questionar é sobre as visões, como sua mãe teve aparições de anjos (mensageiros divinos cultuado pelo judaísmo), ambas da mesma família trazendo informações sobre nascimentos.
Maria, filha única, 16, tem aparição de um anjo e revelou que seria mãe de um menino. Explique que ele seria o filho de Deus, porém o fato acontece antes de oficializar o casamento e não tinha conhecido um homem intimamente. Os preparativos para a cerimônia nos costumes judaicos levam semanas, ao divulgar o fato houve revolta por partes de todos e principalmente de José.

Escrituras Reveladoras

O jornalista AN.Wilson, autor de Jesus, um retrato do Homem, diz que ela teve sério problema com José, que só acreditou na gravidez após seis meses, conforme anunciou o anjo. O jornalista acrescenta sobre o nascimento, um fato interessante, a parteira ao tentar verificar a virgindade de Maria tocando-a e teve queimada sua mão.Depois do nascimento de Jesus teve mais quatro filhos entre eles Tiago, José, Simão e Judas e mais duas irmãs. Explica que Jesus era rude, repreende a mãe, abandona o lar, renúncia á família e parte para suas pregações.
Segundo obreiro da Igreja Assembléia de Deus, Esequiel Orselino, 35, comenta que Maria mãe de Jesus, foi escolhida pelo Amor de Deus, pelas extremas qualidades e que após o nascimento de seu filho, ela teve uma família como de costume na região da Palestina. “Ela não amou demais, mas sabia do seu propósito e o respeitou”.
Maria, em relação amor a Jesus, marca a história na passagem do novo testamento, quando ele se ausenta da família e que todos acham que tinha se perdido aos 12 anos. Horas depois foi encontrado discutindo sobre escrituras sagradas com homens sábios da época. Ela junto aos irmãos encontra Jesus e interrompe a pregação alegando que sua família o procurava. Ele arredio questionou sobre quem era sua mãe? Quem era sua família? Deixando uma reflexão que não se importava pelas questões familiares de fonte biológica, mas sim espiritual como acreditava, citado no livro Tiago, irmão de Jesus, do historiador Bernheim.

Visão Analítica

Na psicologia, Freud e Jung se dedicaram seus estudos as crenças religiosas e principalmente sobre Maria. Segundo Freud, a religião é o recurso cultural ao ser humano, para encobertar as questões de carências, defesa de medos instintivos e impulsos irracionais. Ele contrapõe as práticas religiosas (rituais, proibições e outras manifestações) como neurose obsessiva.
Jung pensa diferente a Freud. Ele acredita na importância de símbolos e arquétipos na religião para o homem entender os mistérios e dificuldades encontradas na vida. Para Jung, Maria é o arquétipo do Amor e representa a fé.
Há informações que pouco dizem realmente quem foi Miriam ou Maria, porém cada vez mais ela representa a fé e amor. Portanto, faria alguma diferença aos seguidores, ao saber que ela pode ter amado um homem como qualquer outra mulher e assim gerou um, dois ou mais filhos, sem proibições, preceitos ou castidades?
Muitas “marias” amam e tem fé, seguem seu exemplo, mesmo sem visões de anjos ou revelações celestiais.

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